Eu, que sempre me bastei, que sempre vivi apenas por eu mesma, que sempre gostei da liberdade… Vi-me presa. Amarrada a corrente de aço. Olhe meu amor, observe o que tu fizeste comigo. Encontro-me num labirinto sem saída. Envolta a qualquer coisa que tenha ligação a ti. Estou doente; doente de amor. Absorta a lembranças. Agarrada a qualquer vestígio teu; ao travesseiro que tem o teu cheiro incrustado nele, ao celular que guarda tuas mensagens, a todos aqueles rascunhos que tu colavas na geladeira. Ah, e vale lembrar que comprei um perfume igual ao seu, só para banhar minhas roupas de dormir. Mas, nunca encontrei a fragrância que se encontrava em tua nuca. O amor transforma a gente! Veja só o que eu me tornei.Uma bobinha. Dessas que você sempre detestou. Justo eu, tão forte, tão auto-suficiente, tão… Eu. Tornei-me alguém tão comum, frágil, vulnerável. Estou condenada a conviver com pedaços teus fragmentados no meu coração, meu amor…   

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